destaque

Chuva não estraga planos

À quarta noite do Enterro da Gata a chuva decidiu atrapalhar as monumentais festas. A noite começou com o concerto dos The Black Mamba e apesar do frio que se fazia sentir, o público assistiu ao espectáculo dos portugueses, ainda que abrigado nas barracas próximas do palco

15.05.2013

Reportagem

“Há mesmo muito por fazer pelo desporto universitário”

Nos Campeonatos Nacionais Universitários (CNUs), que tiveram lugar na Universidade da Beira Interior (UBI), Covilhã, entre os dias 15 e 25 de Abril, o presidente da Federação Académica de Desporto Universitário (FADU), Bruno Barracosa falou ao ACADÉMICO sobre o balanço dos CNU’s 2013, o desporto universitário em Portugal e o fim do seu mandato na federação.

02.05.2013

editorial

Teoria da menorização

A última entrevista do presidente do Conselho Geral (CG) da Universidade do Minho, Luís Braga da Cruz, dada ao ACADÉMICO na passada semana, gerou natural mal-estar na academia, sobretudo no corpo estudantil e, em particular, nos estudantes que passaram pelo órgão máximo da Universidade.

11.04.2013

Top Rum

1 Yeah Yeah Yeahs

Sacrilege


2 Nick Cave & the bad seeds

We no who u r


3 Miraldo

The ancient days

11.04.2013 / 19:04

Sala de Cinema

Abraços nus, despidos de vaidades

A segunda longa-metragem de Meier, depois de Home (2008), traz consigo o natural amadurecimento de um signo autoral ainda à procura dos verdadeiros valores pelos quais se rege (e nem sempre isto funciona contra).  Mesmo longe da maturidade, o cinema de Meier faz-se de forma tremendamente honesta, e com solidez retratou – tarefa difícil – uma história modesta e sensível sem reivindicações morais. 

Simon e Louise são dois irmãos que sobrevivem com dificuldade, tendo apenas um ao outro como suporte. Ele rouba material de esqui na estância no cimo do vale, para vender e, assim, sustentar a casa. Ela é apenas uma pobre desafortunada, sem alegria e vítima das suas inúmeras más escolhas. Louise trabalha esporadicamente mas nunca se consegue sustentar sem a ajuda do irmão. A exposição narrativa ‘a conta-gotas’ consegue ser, curiosamente, impaciente. A realizadora parece ter sempre algo a revelar no limiar do “grito denunciador”, mas nunca caindo na manipulação afetiva. Aliás, de tão modesta, a artífice parece por vezes desaparecer de cena e, assim, ficam somente duas personagens abandonadas, inclusive por quem as criou.

No mundo trémulo da miséria, qualquer indício de afeição é uma dádiva. Simon é um miúdo carente (chega a pagar por um abraço de Louise), mas que parece resistir com maior expressão aos problemas que divide com a irmã. E se a comoção funciona sem as habituais ‘fraudes poéticas”, muito se deve ao desempenho de um elenco predominantemente jovem, mas que carrega um enorme abalo emocional. 

O quase que aguardado twist – a fazer lembrar The Crying Game (1992) – é a resposta ao clima tenso que se adensa no decorrer da história. Como drama familiar, o trabalho da realizadora suíça ganha contornos coletivos na forma como luta para denunciar a desigualdade de classes (tal como fizera em Home, mas agora com maior determinação). A habilidade de Simon nos roubos é puro exercício de necessidade. A irresponsabilidade de Louise em tudo o que faz é, de igual modo, a sua resposta impulsiva aos (muitos) infortúnios da vida.

A escolhas técnicas parecem advir de uma escola que espreita os seus vizinhos do lado, franceses e alemães. A câmara exterior mantem-se afastada, privilegiando os belíssimos cenários e reivindicando o olho-documental, característica da realizadora. Nos momentos de transição surge a guitarra de PJ Harvey, singela mas eficaz. Mas os momentos decisivos são feitos de simbologias. A certa altura, numa conversa perfeitamente banal, Simon diz para o namorado de Louise em tom irónico: “a família é uma porcaria!”. A ironia está, pois claro, no facto da família ser posta, pelo próprio, sempre e sem excepções, em primeiro lugar.

 

César Carvalho

11.04.2013

Cd-Rum

Taxi ballad

Dear Telephone

02.05.2013

Dear Telephone - Taxi ballad