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Crónica: B Fachada (Há festa na moradia)

Faz a ponte entre a ruralidade e o pseudo-urbano das cidades portuguesas. Mistura experimentalismo pós-moderno com música ligeira conservadora. É pura folk lisboeta ou genuíno folclore transmontano? A aldeia de B Fachada é a cidade de todos nós: cantam-se discos do Sérgio Godinho, comem-se couves da horta e galinhas da capoeira e guarda-se coca junto à piscina.

B Fachada acredita mais na transpiração do que na inspiração e por isso, diz apreciar a dedicação, o método e a capacidade de trabalho. Talvez por isso se auto-intitule de Frank Zappa português e queira editar dois discos por ano. Pela amostra que já nos deu, não nos importamos nada.

“Há Festa na Moradia” é o nome do novo trabalho de B Fachada. É um disco com sete temas festivos, que saúdam o Verão e que continuam a levar a cidade à aldeia e a aldeia à cidade. Encontramos temas que fundem a tradicional percursão transmontana com teclados agudos, dignos da música ligeira portuguesa, mas enriquecidos com textos que vão das declarações mais românticas, à ironia e à acutilante crítica social. “Há Festa na Moradia” está ainda disponível para download legal e gratuito e a edição física verá a luz do dia ainda durante este mês de Agosto. Será uma edição limitada a 500 unidades e poderá ser adquirida em formato vinil 10’’.


 
 
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