Praxes, praxes e mais praxes.
É, sem dúvida, o tema que marca a actualidade na Universidade do Minho. São muitos os factos que gostaria de destacar neste espaço, mas permitam-me apenas sublinhar alguns.
Começo pelas notícias que vieram a público na passada semana. São 99% mentira (apenas não generalizo para todas as situações porque desconheço algumas delas). É necessário que alguns dos pais destes “caloiros” tenham noção da juventude dos seus filhos, dos interesses e vontades dos mesmos e que não pensem que “beber ou fumar” seja obra dos diabos da praxe. “Encher”, “ficar de 4”, “marchar” são rituais que não humilham ninguém. Eu mesmo fiz todo este processo praxístico (praxei e fui praxado) e em muito me orgulho. Apenas fortaleceu as minhas relações pessoais com colegas e contribuiu para uma maior integração neste novo mundo.
Todos os anos é a mesma discussão. Praxe, sim ou não? Todos os anos digo sim à praxe com fundamento. Digo, e continuarei a dizer não a toda a praxe que possa comprometer qualquer integração de alguém em algum local em alguma altura.
Permitam-me também dizer que há quem praxe com mais veemência que outros. Há alguns que se aproveitam do traje para soltar uns berros enclausurados há anos. A esses, aconselho moderação.
Agora falemos no pós-notícias dos “correios” e nas suas reacções.
Parece-me, no mínimo estranho, estarem aqui a criar uma tempestade num pequeno copo de água. Centro-me, claro está, na reacção ao comunicado do Sr. Reitor da UM. O mesmo relembrou, e bem, que a praxe ofensiva e abusiva dentro do campus não era permitida. Repito “praxe abusiva e ofensiva”. Daí que a praxe pode e vai continuar na UM, desde que esta não afecte o normal funcionamento da instituição, não emita ruído excessivo e não atentem nem configurem “ofensas à integridade e dignidade humanas”. Nenhuma novidade portanto.
Agora a reacção à reacção da reitoria.
Vemos manifestações de “praxantes”, culto ao “código da praxe” (como se de a Bíblia se tratasse), vídeos promotores da praxe (com auxílio daquelas músicas inspiradoras que costumam pintar um belo comício político)... Tudo isto porquê? Todo este insurgimento por não se poder praxar de forma violenta dentro dos campi? Mas já era suposto praxar-se dessa forma no passado? Ou alguém o fez? Quem não tem medo, nada deve temer, digo eu.
A praxe na Universidade do Minho deve continuar. Deve continuar a ser um exemplo de camaradagem e companheirismo que ensina alguns valores que se leva para o Mundo.
Não façam por ter medo e integrem os vossos novos colegas e dêm um exemplo cabal que há muitos anos se fez um STOP à praxe ofensiva na UM.
Até para a semana!




























Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

