No último dia fica sempre a tristeza de ver o Sol a nascer. Pensamos: “Mas por que é que não dura um mês?!” Enfim… Depois fica a indecisão do Santoinho e a certeza de que as aulas começarão de novo e teremos de erguer a cabeça e curar o excesso de álcool. As ocasiões festivas são, realmente, ocasiões muito propícias e aliciantes para o consumo de substâncias, em especial quando falamos de estudantes universitários. O pior é quando a noite não termina como gostaríamos. Triste é quando bebemos mais do que devíamos e acabamos por não ir dormir a casa, mas ao hospital. Triste é quando não nos lembramos como fomos parar ao sítio onde acordamos. Quando a festa termina à meia-noite, porque estávamos com “sede” de mais ao jantar e nos afogamos em álcool, sem deixar espaço sequer para os concertos. O pior é mesmo ver que cada vez mais jovens consomem substâncias, sem sequer chegarem à Universidade, às vezes nem sequer ao Secundário… A investigação no âmbito do consumo / abuso de substâncias psicoactivas vem a revelar que este consumo se dá em idades cada vez mais precoces.
Mas que factores poderão estar na base dos “nossos” consumos? Quais os motivos que poderão levar-nos do consumo ao abuso de substâncias?
Existem factores de ordem genética, nomeadamente o consumo de substâncias psicoactivas por parte dos progenitores, e psicológicos, sendo eles a baixa auto-estima; impulsividade; níveis elevados de ansiedade e agressividade; gosto pelo risco; busca de sensações; elevada necessidade de aprovação social; hostilidade; e baixa capacidade de resolução de problemas. Já os factores de carácter social fariam em função do sistema social a que nos referimos, existindo, portanto, quatro grandes sistemas que poderão influenciar o adolescente: a família; o grupo de pares; a escola e a comunidade/sociedade/cultura. Os factores de risco de ordem familiar mais falados são, de uma forma sucinta o uso de drogas por parte dos pais e/ou atitudes favoráveis ao consumo; divórcio ou separação dos pais; baixas expectativas dos pais em relação aos filhos; práticas parentais inadequadas; clima afectivo inadequado; falta de comunicação e/ou apoio entre os membros da família. Do grupo de pares fazem parte o ter amigos que consomem drogas e/ou que têm uma atitude favorável face ao seu consumo; os comportamentos precoces anti-sociais e delinquentes; e a pertença a um grupo que desvaloriza a escola e/ou outras actividades profissionais. O insucesso ou abandono escolar; problemas de comportamento em contexto de sala de aula; fraca motivação escolar; clima escolar negativo, indisciplinado e inseguro; baixas expectativas dos professores em relação aos alunos; ausência de políticas educativas claras; são igualmente factores que poderão conduzir a esta problemática. Por fim, mas não menos importante, a própria cultura do país e a sociedade em geral, poderão influenciar-nos. As atitudes sociais tolerantes face ao consumo que podemos observar no nosso país, forte pela sua condição vinícola, são, sem dúvida, um factor enorme. Em Portugal os jovens não pensam em diversão sem álcool e os próprios pais incutem nos filhos estes consumos, em especial quando lhes dão champanhe no Ano Novo ou os convidam a experimentar aquele vinho tão especial. Enfim, os factores são muitos. Consumir de vez em quando “não mata, mas mói”, mas consumir com muita frequência, deixar que sejam as drogas a comprar-nos, vai moendo e pode matar.
Von Osten era um professor de matemática que acreditava firmemente que a humanidade subestimava as habilidades de raciocínio e inteligência dos animais. Para testar a sua hipótese, tornou-se tutor de um gato, um cavalo e um urso, com o objectivo de os ensinar alguns conceitos matemáticos. O gato era indiferente aos seus esforços, e o urso revelou-se hostil, mas o cavalo chamado Hans aprendeu a usar seu casco para bater os números escritos num quadro-negro. Contente com as aprendizagens do seu cavalo, o cientista tentou ensinar-lhe significados dos símbolos de aritmética básica, e rapidamente Hans começou a a resolver problemas, incluindo raízes quadradas e fracções A partir de 1891, Von Osten começou a mostrar o seu “Clever Hans” em toda a Alemanha atraindo multidões cada vez maiores. Foi iniciada uma investigação independente sobre as habilidades de Hans e formado um conselho que reuniu uma série de mentes científicas para participar, incluindo dois zoólogos, um psicólogo, um treinador de cavalos, vários professores, e um gerente do circo. Após extensos testes a Comissão concluiu em 1904 que não houve truques envolvidos nas respostas de Hans, pelo que os talentos do cavalo eram genuínos. A Comissão Hans passou então a investigação a Pfungst Oskar, um psicólogo procurou as diferentes variáveis que deveriam ser consideradas. Foi ele que, com o consentimento de Von Osten, verificou que nos casos em que o entrevistador não sabia a resposta a uma questão prévia, a precisão das respostas Hans caiu para quase zero. Assim, parecia que a inteligência de Hans dependia de sua capacidade de ver aqueles que sabiam a resposta correcta. Pfungst continuou as suas experiências, mas com uma nova ênfase na observação do ser humano interagindo com Hans. O psicólogo percebeu imediatamente que a respiração, a postura e a expressão facial eram involuntariamente alteradas cada vez que o casco batia no chão. A tensão ia aumentando à medida que o cavalo batia com o seu casco, até que surgia a expressão de surpresa e aprovação na cara do tratador e da audiência, que Hans aparentemente tomava como sinal para parar de bater. Quando o entrevistador não sabia a resposta correta, Hans deixou de dar o feedback correcto. Embora se tenha descoberto que o cavalo, provavelmente, não tinha alcance real da matemática, descobriu-se que tinha uma visão extraordinária. Hoje, o “Efeito Clever Hans” é usado para descrever a influência de pistas subtis e não intencionais na resposta tanto de humanos como de animais. Não obstante destas conclusões o cavalo e o seu tratador continuaram a impressionar multidões nos anos seguintes, o que revela de facto alguma inteligência.
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Casulo
Lembro-me perfeitamente…. Tudo começou muito cedo e eu nem sei muito bem quem culpar, acho que ninguém. Os meus pais não tinham muito dinheiro quando eu era criança, então, quando chegámos à terra nova, tivemos que viver cinco pessoas no mesmo T1 e eu tive que dormi com os meus pais, partilhando com eles a cama. E assim vim a dormir durante muitos anos, mesmo depois de nos mudarmos para o T3. As crianças da minha idade tinham medo de dormir sozinhas por causa do escuro, dos monstros… Eu tinha medo da morte. Da minha ou da dos meus pais. Era impensável pensar num sítio melhor para estar, durante toda a minha vida, que no meio deles, onde nada me podia atingir. Lembro-me das muitas tentativas que o meu pai fez para que eu dormisse sozinha. Ficava sentado ao meu lado na cama, para eu não fugir para a deles. Lia-me histórias até eu adormecer, mas nada resultava, pois eu acabava sempre por me escapulir a meio da noite. Recordo-me (com pouco carinho) de uma vez que me enganei e em vez de ir para a cama dos meus pais a meio da noite, entrei para dentro do armário da roupa e dormi lá dentro, com medo de voltar a sair. Pior… Lembro-me das pessoas me dizerem “um dia vais casar e ainda vais estar a dormir com os teus pais!” e esta parecia-me uma excelente ideia! Tudo começou muito cedo. Vómitos antes de ir para o infantário e febre quando estava longe, em festas dos amiguinhos, a um quilómetro de casa. A mim ninguém precisava de me dizer para não falar com estranhos. Detestava ir para a escola. Quando a minha mãe me deixava à porta do Colégio eu chorava, tentava fugir por entre as pernas das freiras e segui-a com o olhar até chegar à esquina e eu deixar de a ver. E nas férias?! Ficava à janela a imaginar onde andavam os meus pais. Pegava numa folha e escrevia no papel o percurso que eles demoravam até chegarem a casa. Se não chegassem no tempo por mim calculado por vezes começava a chorar, outras vezes redesenhava o percurso para me acalmar, não tivesse falhado alguma coisa nos meus rabiscos.
Tive ansiedade de separação: - Mal-estar excessivo e recorrente quando ocorre ou é antecipada a separação de casa ou de figuras de maior vinculação; - Preocupação persistente e excessiva pela possível perda das principais figuras de vinculação ou por possíveis males que possam acontecer a essas pessoas; - Preocupação persistente e excessiva pela possibilidade de que um acontecimento adverso possa levar à separação de uma figura importante de vinculação (por exemplo, perder-se ou ser raptado); - Relutância persistente ou recusa em ir para a escola ou a outro local por medo da separação; - Relutância ou medo persistente e excessivo, de estar sozinho ou sem as principais figuras de vinculação em casa, ou noutros locais, sem adultos significativos; - Relutância ou recusa persistente em dormir sem estar próximo de uma figura importante de vinculação ou em adormecer fora de casa; - Pesadelos repetidos que envolvem o tema de separação; - Queixas repetidas de sintomas somáticos (como cefaleias, dores abdominais, náuseas ou vómitos), quando ocorre ou se antecipa a separação em relação a figuras importantes de vinculação.
Às vezes acho que ainda tenho reminiscências do que passei… Mas é curioso… Não sofri. Incrivelmente recordo com o maior carinho a maioria dos momentos que passei, principalmente porque fizeram de mim aquilo que sou hoje e permitiram-me perceber, desde criança, que o amor excessivo não é saudável. Quando o amor for muito, o melhor é partilhá-lo com muita gente e não o guardar todo para as mesmas pessoas…
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Há uns dias atrás, o sol quis lembrar-nos de que o Verão já não tarda. Vimos braços em t-shirts e pernas em calções, enquanto os biquínis se passeiam em montras. E porque, como com o calor chega a “tal preocupação”: o corpo, esta semana destacaremos o que acontece quando tal preocupação passa os limites do razoável e dá asas ao despoletar das perturbações alimentares. Anorexia e Bulimia: O que são? A anorexia é caracterizada por uma imagem distorcida do próprio corpo e um medo mórbido de engordar, o que leva à recusa em manter um peso normal. Já no que respeita à bulimia, caracteriza-se por episódios de sobreingestão, seguidos de um comportamento compensatório inapropriado recorrente para impedir o aumento de peso (vómito auto-induzido, abuso de laxantes, diuréticos ou outras medicações, acrescido de um exercício físico excessivo).
Que consequências? São muitas as consequências destas doenças, que geralmente têm início na adolescência, indo desde as mudanças psicológicas (ansiedade, sintomas depressivos, etc.) e comportamentais (isolamento, exercício físico exagerado, etc.), às mudanças físicas (problemas cardíacos; deterioração do tecido muscular; problemas gastrointestinais; perda de massa óssea, entre outras).
O papel dos Media Alguns estudos chamam à atenção para o facto da extrema valorização da magreza e o preconceito com a gordura nas sociedades ocidentais estarem fortemente associadas à ocorrência da anorexia e da bulimia. Contudo, não podemos concluir que esta é a razão do aparecimento das perturbações supracitadas, pois têm uma etiologia multifactorial, ou seja, são determinadas por uma diversidade de factores (individuais, familiares e sócio-culturais) que interagem entre si de modo complexo, para produzir e, muitas vezes, perpetuar a doença. As revistas de moda e de beleza expressam a ideia de que o sucesso e a felicidade das mulheres depende fundamentalmente da aparência física, tendem a associar corpos extremamente magros com beleza e saúde. Por fim, e por todas estas razões, nunca é demais lembrar que: - Todas as mensagens e imagens que vês nas revistas são apenas construções, não são reflexões da realidade! - Apenas vês aquilo que os publicitários querem que tu vejas para te convencer a comprar um determinado produto ou serviço! - Tens o dever de decidir como analisas as mensagens dos media que encontras!
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To assert significa afirmar, e a auto-afirmação significa evidenciarmos os nossos direitos e admitirmos a nossa legitimidade sem irmos contra os direitos dos outros. É a capacidade de uma pessoa se pronunciar de forma serena e construtiva, mostrando por palavras ou gestos o que realmente quer, sente e pensa, levando o outro a mostrar também o que de facto pensa, sente e quer. A assertividade permite que cada um tenha direito a exprimir opiniões, pontos de vista ou ideias próprias; permite que cada um tenha necessidades e desejos; que possa pedir (e não exigir) que as outras pessoas respondam aos seus pedidos; recusar um pedido sem por isso se sentir culpado ou egoísta; ter sentimentos e exprimi-los, se for essa a sua intenção… Enfim, ser igual a si próprio independentemente da opinião dos outros, mas também ser humano, errando de tempos a tempos. Porém, NINGUÉM é 100% assertivo com todas as pessoas e em todas as situações. Para cada pessoa, o comportar-se de forma assertiva depende muito da pessoa a quem esse comportamento se dirige e da situação em que se encontra. Por isso mesmo, a assertividade é uma escolha. Da mesma forma que determinada pessoa aprendeu a comporta-se de forma não assertiva, pode aprender um conjunto de competências que lhe permitem comportar-se com maior assertividade. Assim, segundo Bower existem 10 regras de ouro para nos tornarmos mais assertivos: 1.Saber decidir (estabelecer uma boa compreensão do processo de decisão); 2.Tentar resolver o problema em privado, antes de o fazer em público; 3.Não permitir que os conflitos se acumulem; 4.Ser concreto e preciso (centrar-se nos factos e não nas pessoas); 5.Fazer uma crítica de cada vez; 6.Não pedir desculpa (não se é culpado de ter uma crítica a fazer); 7.Não utilizar nem o “sempre” nem o “nunca”; 8.Não exigir o impossível – reivindicações irrealistas são: manipulações ou formas de ruptura e agressões directas; 9.Realçar o lado positivo das situações (com a finalidade de tornar mais objectivo o conteúdo da crítica) e não produzir no interlocutor uma atitude defensiva; 10.Sugerir uma solução realista e aceitável para todas as partes interessadas. Existem ainda algumas dicas úteis, comuns a muitos autores, nomeadamente: usar frases na 1ª pessoa; empatizar com o outro, tentando compreender os seus motivos; respeitar os outros; e manter a congruência entre o comportamento não verbal e o verbal. Claro que poderemos optar por quaisquer que sejam as técnicas, mas seja como for, não nos podemos esquecer que nos dias de hoje é muito importante sermos pessoas assertivas. Ao ritmo alucinante a que andamos, as pessoas tendem a atropelar-se umas às outras… Por mais que não queiramos ser agressivos, com passividade não iremos conseguir atingir os objectivos a que nos propomos, aqueles com que sonhamos. Ser assertivo é fundamental na nossa vida pessoal e profissional. Por isso mesmo, vale a pena pensarmos acerca dos nossos comportamentos e das nossas relações interpessoais fazendo um esforço para as tornamos mais justas para os outros, mas sobretudo para nós mesmos…
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X: O que achaste dele(a)? Y: Achei simpática(o). X: Ai, eu não…havia qualquer coisa que não batia certo. Não sei explicar o quê mas raramente me engano, paraceu-me falsa(o). Sempre que conhecemos alguém ou vamos a algum sítio formamos uma opinião acerca dessa pessoa ou lugar, baseados na nossa primeria impressão. E, apesar de nos podermos enganar, facto é que, a maior parte das vezes a primeira impressão é a que fica.
E, então o que é isso de formação de impressões? “Formar uma impressão significa organizar a informação disponível acerca de uma pessoa de modo a podermos integrá-la numa categoria significativa para nós” (Asch, 1946).
E qual a importância dessa fornação de impressãoes para nós? As impressões permitem-nos fazer inferências acerca dos atributos dos outros, tais como a inteligência; a integridade, o sucesso profissional… As pessoas utilizam as suas estruturas cognitivas, ou esquemas, para completarem a informação e tornarem-na coerente. Para isso, constroem, mentalmente, uma grelha que permite filtrar a variabilidade imensa do comportamento da outra pessoa e fixar determinados traços assumidos como estáveis e por isso também previsíveis (Teresa Freire, 2006).
Estudo De acordo com Ash (1946), nem todas as características pessoais têm o mesmo peso para nós quando conhecemos outra pessoa. Para chegar a esta conclusão realizou um estudo com dois grupos de jovens universitários (A e B). A ambos apresentou uma lista de 7 carcterísticas pessoais, as quais diferiam numa característica. Uma continha a carterística “caloroso” e a outra “frio”.
Metodologia: Depois dos grupos ouvirem a respectiva lista, cada sujeito realizava duas tarefas: (1) Escrevia um breve comentário sobre a pessoa descrita, e (2) Seleccionava numa lista de dezoito pares de traços (opostos), o adjectivo que em cada par mais se ajustava à impressão formada, a partir da lista de sete caracetrísticas.
Resultados/conclusão: A característica caloroso-frio produziu diferenças de impressão consideravéis, o grupo que tinha na lista inserida a característica “caloroso” teve uma impressão mais positiva acerca da pessoa. Logo, o nosso conhecimentos prévio e interpretação influencia a nossa formação de impressões. Para nós uma pessoa calorosa é melhor do que uma pessoa fria, mas esquecemo-nos de ver em que situações se manifestaram essas características. Assim, é importante referir que o traço de uma pessoa não tem sempre um sentido fixo na formação da impressão, sendo que seu significado muda de acordo com a situação vivida. A formação de impressões é um Processo complexo mas fundamental na compreensão da interacção social, nomeadamente, do comportamento individual e do comportamento grupal
Uma vez a impressão formada, torna-se a base para justificar julgamentos e comportamentos. E, pensa será que realmente raramente te enganas em relação aos outros?
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Quer queiramos quer não, somos constantemente autores de juízos de valor, de estereótipos e preconceitos em relação ao Outro (pessoa ou grupo). Atribuído a Walter Lippmann (1992), o termo estereótipo foi por ele definido como “imagens na cabeça que temos acerca de membros de um grupo”. São um conjunto de crenças simples que se associam a grupos sociais. O problema é que são muitas vezes generalizadas de forma excessiva e frequentemente erradas. Os primeiros estudos que originaram o método para compreender os estereótipos foi introduzido por Katz e Braly (1933) que perguntaram a 100 estudantes de uma universidade norte-americana para indicarem os traços que melhor descreveriam nove grupos étnicos. Os sujeitos concordaram que os negros eram supersticiosos e preguiçosos e que os americanos eram diligentes e inteligentes. Contudo este estudo foi replicado em datas posteriores, verificando-se uma tendência geral na diminuição do consenso e no aumento dos estereótipos positivos em relação aos negros. Embora estejamos habituados a que o preconceito se revista de uma conotação negativa, a verdade é que este conceito designa uma atitude favorável ou não em relação a membros de algum grupo baseada na sua presença ao grupo, e não em características particlares de membros individuais. Geralmente, o preconceito é algo negativo que associamos a uma minoria étnica, religiosa, política, etc. Contudo, e como já referido, importa ressaltar que também pode ser positivo (por exemplo, “os negros são atléticos” ou “os asiáticos são trabalhadores”). Os meios de comunicação social podem criar e manter estereótipos e preconceitos. Por exemplo, no caso de um angolano cometer um crime em Portugal, muito provavelmente, menciona-se muitas vezes a sua nacionalidade. Se for um português, é um caso menos particular, pelo que raramente se evocará a sua nacionalidade. Isto poderá alimentar a ilusão de uma correlação entre a nacionalidade angolana e a tendência à violência. Hoje em dia não temos de encontrar fisicamente membros de outro grupo para os conhecermos ou estarmos em contacto com eles. Embora menos extremistas do que no passado, os meios de comunicação social, ainda retratam negativamente algumas minorias. Mas, se a comunicação social pode contribuir para a para a criação e manutenção de preconceitos, não poderá também contribuir para a redução dos mesmos? Sim! Existem alguns estudos que demonstraram que crianças norte-americanas que viram interacções sociais multiculturais na Rua Sésamo desenvolveram atitudes mais positivas em relação a negros e hispânicos (Bogatz e Ball, 1971). Em geral, estudos semelhantes têm concluído que a mudança para uma atitude positiva é possível, especialmente quando existe uma exposição prolongada a conteúdos que promovem a mudança do preconceito. Assim sendo, todos nós podemos ser agentes de mudança e contribuir para uma sociedade mais tolerante e mais atenta a acções discriminatórias (evitamento, exclusão ou agressão) a que estão sujeitos os grupos minoritários.
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Quantas vezes sentimos que temos muito que estudar e nem sabemos por onde começar? Apetece-nos desistir e ver TV até não mais, dormir, sair, fazer qualquer coisa que seja! Tudo menos pegar nos livros… Não penses já em ir lavar a loiça, como pretexto e fuga das obrigações escolares! Calma!... Eis algumas dicas para ti: Para começar, faz uma lista das coisas que tens que fazer, definindo um plano de estudo e estabelecendo prioridades. Seguidamente distribui o tempo de que dispões pelas várias tarefas a realizar. Lê, com atenção, os teus apontamentos e notas de modo a relembrares os conteúdos mais importantes e a detectares os aspectos em que tens dúvidas e que precisam de uma atenção especial. Procura colocar a ti mesmo(a) a questão: “O que tenho de saber sobre esta matéria?” e à medida que vais lendo vai sublinhando e tomando notas. Devemos também testar os nossos próprios conhecimentos, colocando questões a nós mesmos sobre os conteúdos que estudámos, recordando as indicações e recomendações do professor sobre o teste. Também é muito útil discutir os conteúdos com outros colegas e, se for possível, estudar em grupo. Há que analisar com atenção as relações entre os vários aspectos da matéria que estudámos e tentar transmitir, por palavras nossas, os novos conceitos e informações. Pensa também em organizar a informação através de esquemas. Por norma, é uma óptima estratégia para recuperar mais rapidamente os conteúdos estudados. Para isso, toma notas ou faz sínteses; estabelece relações entre os vários conteúdos; agrupa informações em categorias ou hierarquias, sempre que possível; e cria mapas de informação, organizando e relacionando essas informações. Sabemos que, algumas vezes, o não gostar da matéria leva a motivação a dar uma volta, mas aconselhamos-te que, mesmo assim, faças um esforço complementar para as trabalhar, não caindo na tentação de “saltar“. Mas não abuses! Evitar a exaustão mental, fazendo pequenos intervalos durante o estudo para relaxar um pouco, fisicamente e mentalmente, tentando não pensar no teste. E quando chegar a hora H procura estar calmo e descansado(a) para a prova, alimenta-te bem, dorme bem na véspera e procurar fazer algum exercício físico. E lembra-te… Não abuses nos estudos, mas também não te esqueças deles nem finjas que te esqueceste. Concilia as responsabilidades com a diversão e evita deixar tudo para amanhã… Devagar se vai ao longe, mas depressa e bem, muitas vezes, também se pode ir além.
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