 A contar com 36 documentários na carreira, Frederick Wiseman entrou agora à descoberta do quotidiano de uma escola de Ballet francesa, considerada uma das melhores do mundo - O Ballet Opera de Paris . No coração de Paris, numa companhia de bailado com mais de 150 alunos os dias são preenchidos com ensaios, reuniões de equipa e performances. O realizador norte-americano aponta a sua câmara para um grupo de bailarinos e coreógrafos desta respeitada instituição.
Faz a ponte entre a ruralidade e o pseudo-urbano das cidades portuguesas. Mistura experimentalismo pós-moderno com música ligeira conservadora. É pura folk lisboeta ou genuíno folclore transmontano? A aldeia de B Fachada é a cidade de todos nós: cantam-se discos do Sérgio Godinho, comem-se couves da horta e galinhas da capoeira e guarda-se coca junto à piscina.
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 1 MADAME GODARD - Atlas 1977 2 SLIMMY - Be someone else 3 TEMPER TRAP, THE - Love lost 4 CLÃ - Golden skans 5 PEIXE AVIÃO - No jogo da quimera 6 BUNNYRANCH - Where am I? Where are you? 7 GORILLAZ - Stylo
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Esta semana fala-se grego no grande ecrã. Vencedor do prémio «Um Certo Olhar» no Festival de Cannes e do Grande Prémio do Estoril Film Festival em 2009 «Canino» de Yorgos Lanthimos é um retrato complexo e surreal sobre uma família que vive isolada do resto do mundo. A fazer lembrar filmes como Pântano de Lucrécia Martel ou Home de Ursula Meier, «Canino» é também um filme sobre isolamento que conduz as personagens a situações limite. Num tempo e num espaço que não sabemos, um pai, uma mãe e três filhos adolescentes vivem numa luxuosa casa, com um grande jardim.
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 Apesar de possuir um culto cada vez mais raro de se ver, num momento e espaço cada vez mais efémeros, e numa altura em que a música é dominada por cavaleiros e ladies de triste figura e por lógicas que obedecem a tudo, menos à essência musical, Howe Gelb nunca se acomodou ao seu estatuto de figura maior da música norte-americana actual. Artisticamente incorformado e irreverente na abordagem que faz à música, o seu longo percurso de partilha musical fala por si, e com o mais recente trabalho 'Alegrías', Howe Gelb mantém, coerentemente, essa postura.
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 “Inception- A Origem” dos filmes mais originais do ano dentro da ficção científica chega-nos pelas mãos Christopher Nolan. O mesmo realizador Memento e Cavaleiro das Trevas constrói uma obra próxima do universo Matrix, mas é um filme diferente de tudo o que já alguma vez vimos. Vindo de Holywood é uma boa notícia. Leonardo DiCaprio ou Dom Cobb é perito em entrar nos sonhos das pessoas e roubar ideias, através de uma suposta tecnologia futurista criada pelos militares, mas usada comercialmente por empresas rivais. Uma dessas empresas, comandada por Saito, Ken Watanabe, contrata Cobb, não para roubar, mas para inserir uma vontade de auto-destruição a um empresário da concorrência.
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No último dia fica sempre a tristeza de ver o Sol a nascer. Pensamos: “Mas por que é que não dura um mês?!” Enfim… Depois fica a indecisão do Santoinho e a certeza de que as aulas começarão de novo e teremos de erguer a cabeça e curar o excesso de álcool. As ocasiões festivas são, realmente, ocasiões muito propícias e aliciantes para o consumo de substâncias, em especial quando falamos de estudantes universitários. O pior é quando a noite não termina como gostaríamos. Triste é quando bebemos mais do que devíamos e acabamos por não ir dormir a casa, mas ao hospital. Triste é quando não nos lembramos como fomos parar ao sítio onde acordamos. Quando a festa termina à meia-noite, porque estávamos com “sede” de mais ao jantar e nos afogamos em álcool, sem deixar espaço sequer para os concertos. O pior é mesmo ver que cada vez mais jovens consomem substâncias, sem sequer chegarem à Universidade, às vezes nem sequer ao Secundário… A investigação no âmbito do consumo / abuso de substâncias psicoactivas vem a revelar que este consumo se dá em idades cada vez mais precoces.
Mas que factores poderão estar na base dos “nossos” consumos? Quais os motivos que poderão levar-nos do consumo ao abuso de substâncias?
Existem factores de ordem genética, nomeadamente o consumo de substâncias psicoactivas por parte dos progenitores, e psicológicos, sendo eles a baixa auto-estima; impulsividade; níveis elevados de ansiedade e agressividade; gosto pelo risco; busca de sensações; elevada necessidade de aprovação social; hostilidade; e baixa capacidade de resolução de problemas. Já os factores de carácter social fariam em função do sistema social a que nos referimos, existindo, portanto, quatro grandes sistemas que poderão influenciar o adolescente: a família; o grupo de pares; a escola e a comunidade/sociedade/cultura. Os factores de risco de ordem familiar mais falados são, de uma forma sucinta o uso de drogas por parte dos pais e/ou atitudes favoráveis ao consumo; divórcio ou separação dos pais; baixas expectativas dos pais em relação aos filhos; práticas parentais inadequadas; clima afectivo inadequado; falta de comunicação e/ou apoio entre os membros da família. Do grupo de pares fazem parte o ter amigos que consomem drogas e/ou que têm uma atitude favorável face ao seu consumo; os comportamentos precoces anti-sociais e delinquentes; e a pertença a um grupo que desvaloriza a escola e/ou outras actividades profissionais. O insucesso ou abandono escolar; problemas de comportamento em contexto de sala de aula; fraca motivação escolar; clima escolar negativo, indisciplinado e inseguro; baixas expectativas dos professores em relação aos alunos; ausência de políticas educativas claras; são igualmente factores que poderão conduzir a esta problemática. Por fim, mas não menos importante, a própria cultura do país e a sociedade em geral, poderão influenciar-nos. As atitudes sociais tolerantes face ao consumo que podemos observar no nosso país, forte pela sua condição vinícola, são, sem dúvida, um factor enorme. Em Portugal os jovens não pensam em diversão sem álcool e os próprios pais incutem nos filhos estes consumos, em especial quando lhes dão champanhe no Ano Novo ou os convidam a experimentar aquele vinho tão especial. Enfim, os factores são muitos. Consumir de vez em quando “não mata, mas mói”, mas consumir com muita frequência, deixar que sejam as drogas a comprar-nos, vai moendo e pode matar.
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E assim se chega ao fim mais um ano de ACADÉMICO. A época de exames aproxima-se e é tempo de todas as atenções estarem concentradas nestes. O ACADÉMICO, jornal escrito, quase na sua maioria, por alunos da Universidade do Minho, tem obrigatoriamente de fazer uma pausa. A primeira palavra de agradecimento neste ano de projecto vai, precisamente, para todos aqueles que, de Setembro até aqui, escreveram para o jornal da academia minhota. O vosso esforço e dedicação durante todo o ano foi, por diversas entidades e personalidades, bastante elogiado. É fruto do vosso empenho que, de semana para semana, foi possível levar a toda a Universidade e restante comunidade as notícias que iam pondo os alunos a par das últimas. Tentamos ser, a cada palavra, a cada linha de texto, o mais profissionais possível, apesar de termos, sempre em mente, que o ACADÉMICO é um laboratório de aprendizagem de jornalismo. Como laboratório, erramos. É para isso que cá estamos. Para errar e aprender. Foi com base neste processo que orientamos o nosso trabalho ao longo do ano. Esperamos para o ano estar cá para continuar a crescer junto da melhor academia do país.
O ACADÉMICO foi, também para mim, uma aprendizagem. Aprendi muito, muito por “culpa” dos profissionais que que me rodearam e me foram aconselhando e acompanhando neste processo. Eles também ajudaram a fazer do ACADÉMICO aquilo que é hoje. O caminho ainda nem a meio vai. Este jornal tem muito para crescer... Só tem, só pode e só vai crescer nos próximos tempos. Iremos voltar, com “novos” e “velhos” colaboradores para continuar a fazer deste o ÚNICO semanário académico do país... Um motivo que nos enche de orgulho e que nos dá força para continuar.
Por fim, apenas deixar no ar um endereço electrónico que, durante estes meses de interregno da versão papel do ACADÉMICO, não vai parar. Assim sendo www.academico.rum.pt é um espaço onde nos vamos encontrar nos próximos tempos.
Até lá e boa sorte para os exames!
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