Qualificar 100 mil pessoas que se encontrem no activo até 2013, apresenta-se como um objectivo decorrente das novas estratégias apresentadas pelos institutos e universidades. Universidades e politécnicos encontram-se preparados para conquistarem novos alunos entre os activos, de forma a honrarem o compromisso previsto no “contrato de confiança” assinado com o Governo que previa formar 100 mil trabalhadores até ao fim desta legislatura.
Os 20 politécnicos públicos portugueses vão reunir-se num consórcio para oferecer cursos superiores em regime de ensino á distancia, através de um novo portal, denominado “e – politécnicos”.
Numa fase inicial objectiva-se a criação de 1000 vagas, em cursos de áreas como Gestão, Tecnologias de Informação, Marketing e Contabilidade. A Oferta alonga-se não só a Portugal como a países de língua portuguesa. Cada curso será garantido por um conjunto de instituições nas quais os alunos terão flexibilidade para realizar os exames em qualquer uma delas. Adianta Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, ao Diário de Noticias.
Não obstante, o sistema politécnico resolveu fazer uma abordagem colectiva ao “contrato de confiança”. Cabem ao sector, 32 milhões do reforço anual acordado com o Estado e a obrigação de formar 30 a 35 mil activos.
Entre as universidades os projectos serão autónomos. Vasconcelos Tavares, vice-reitor da Universidade de Lisboa, adianta também ao DN, que se elaboraram contratos de confiança com as diferentes faculdades, para que estas apresentem as suas soluções de forma a aproveitar os diferentes recursos, lucrando á posteriori de parte dos 6 milhões de euros extras a que a UL terá direito todos os anos.
50% Das universidades já apresentaram as suas propostas, com traços em comum, particularmente, aumento das pós-graduações, maior número de vagas para maiores de 23 anos e a dinamização de algumas opções que podem interessar ao público-alvo.
Quanto ao ensino à distância, a universidade não terá licenciaturas em regime de e-learning, mas a plataforma será utilizada, "ao nível das pós-graduações", nomeadamente nas " faculdades de Ciências e Medicina Dentária".
Coimbra conta, segundo o vice-reitor, Henrique Madeira com uma aposta no e-learning que dará frutos já este ano, porem ainda não abrange os cursos superiores.
Uma formação complementar pode vir a ser uma mais-valia, na medida em que actualmente ter diploma não significa ter emprego, daí que a grande aposta ao nível da qualificação de activos incidirá nas pós-graduações. Importantes ao nível da reciclagem dos conhecimentos dos licenciados.
A universidade Católica, na voz do vice-reitor Henrique Madeira, adianta ao DN que oferecerá em ensino online os cursos de Gestão escolar para os directores de escolas ou professores interessados. Neste intuito foi já criado um grupo de trabalho que avançará este ano para as primeiras formações. Henrique Madeira adianta também que a aposta irá ao encontro das necessidades claras do mercado sem precipitações.
Eduarda Fernandes


























































































































































































































































































































Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

