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Porta 65: apenas 27% das candidaturas foram aprovadas

Apenas pouco mais de um quarto (27,19 por cento) das candidaturas ao programa de arrendamento jovem Porta 65 viram os pedidos de apoio aprovados no concurso, que decorreu na terceira fase do processo.
Das 5.634 candidaturas apresentadas entre 30 de setembro e 17 de outubro, terceira fase do programa, mais de 57 por cento (3.181) viram a sua candidatura chumbada enquanto que quase mil pedidos nem chegaram a ser apreciados por não reunirem condições.
No total, o apoio foi atribuído a 1.532 candidaturas, segundo dados do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), que refere que a subvenção abrange um total de 2.315 jovens. A tipologia mais comum nesta fase do concurso voltou a ser as casas de três assoalhadas (T2), que foram procuradas quer por jovens a morar sozinhos (439), como por jovens casais (497) e por jovens em coabitação (31)
A renda média dessas casas foi de aproximadamente 358 euros.
Os distritos no topo da lista são Lisboa, com 458 candidaturas apoiadas, e o Porto, com 376. Do lado oposto está a zona de Beja (1) e Angra do Heroísmo (2).
No total, foram apresentadas 4.505 candidaturas novas e, dessas 521 (11, 56 por cento) foram aprovadas, englobando 812 jovens.
No primeiro período de candidaturas de 2011, que decorreu entre abril e maio, foram aprovados 5.733 processos, menos 2.420 do que em período homólogo do ano anterior, isto apesar de o número de pedidos ter aumentado.
O Porta 65 foi lançado em 2007 e recebeu na ocasião queixas de toda a oposição, protestos que, em conjunto com a avaliação feita do programa, levaram o anterior governo a alterar por duas vezes as regras de acesso.
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