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Exército é solução para desemprego

Se há três anos apenas 6% dos novos recrutas estavam inscritos no centro de desemprego, em 2009 esse número mais do que triplicou.
Em tempos de crise, os jovens portugueses procuram novos rumos para combater o desemprego. É no Exército que muitos encontram o seu caminho.
Esta é uma realidade que reflecte claramente uma sociedade que enfrenta uma crise económica (e social) que espezinha severamente os sonhos de tantos jovens, muitos deles recém licenciados. “Não há emprego”, é com esta certeza que convivem diariamente.
De entre as várias soluções possíveis, muitos são aqueles que recorrem ao exército, motivados em grande medida pelo recrutamento militar que é feito através dos centros de emprego, por todo o país, encarando a carreira militar como alternativa ao desemprego. Augusto Santos Silva, que detém a pasta das finanças acredita que esta seja “uma evolução natural, dado o crescimento do desemprego”, ressalva contudo que haja uma grande fatia de jovens que “ingressam nas Forças Armadas por outros motivos”, prestando serviço à pátria, por exemplo.
Com o fim do serviço militar obrigatório, no ano de 2004, em que a pasta da Defesa pertencia a Paulo Portas, as Forças Armadas (Exército, Força Aérea e Marinha) têm-se debatido com a falta de efectivos. Porém, no ano de 2009 a tendência inverteu-se – pela primeira vez em cinco anos verificou-se um efectivo aumento dos quadros. Na verdade, no período que decorreu entre o ano 2008 e o ano 2009, os efectivos aumentaram 13% em relação a períodos anteriores. Foi o Exército o ramo que mais influenciou esta variação.
É atroz a realidade que circunscreve o panorama da empregabilidade em Portugal, em especial para a camada mais jovem da sociedade, aqueles que procuram desesperadamente o seu primeiro emprego e não encontram. Doloroso é também fazer as malas, onde se encerram sonhos, projectos e ambições frustradas e procurar novos rumos lá fora, longe da família e dos amigos. Resta para muitos, “pela pátria lutar”…

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