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Caloiros da UTAD revoltam-se contra praxes violentas

Os alunos do primeiro ano do Pólo de Chaves, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), queixam-se de estarem a ser vítimas de abusos na praxe. Alegando praxes constantes e ameaças várias dos seus doutores caso a estas se recusem, os caloiros queixosos argumentam: “primeiro foi a semana de recepção ao caloiro, depois veio o julgamento e o baptismo, momento a partir do qual as praxes deixaram de ser todos os dias e passaram a ser apenas à quarta-feira. Houve mais uma semana de praxe antes do semestre acabar e agora decorre a semana do regresso”.
 Estes, aludem ainda a outro tipo de abusos, que consideram ser violentos: “somos obrigados a beber copos pelos bares da cidade, até altas horas da madrugada, por vezes, durante dias seguidos”. Refutando tais declarações, João Pedro, responsável pela praxe, declara que ninguém é obrigado a participar nestas actividades praxísticas e, relativamente às idas aos bares, estas só acontecem entre as 22h e a meia-noite. João Pedro acrescenta ainda, que muitas das acusações proferidas não correspondem à realidade, não passando de um exagero por parte dos caloiros. Os mesmos referem também que tudo isto se pode dever ao facto de haver maior controlo de praxes em Vila Real e quase nenhum no pólo em questão: o de Chaves. Os alunos denotam a revolta sentida ao relembrar a praxe do “julgamento”:”(…) eram colocados num local com pedaços de carne crua e ossos e, depois, os caloiros eram completamente banhados com molhos gordurosos. Agora é essa violência de nos obrigarem a andar de bar em bar até às quatro, cinco e seis da manhã”, acrescentam.
Sobre toda esta situação, Mascarenhas Ferreira, reitor da UTAD, disse não ter conhecimento de qualquer tipo de violência, muito menos na praxe, sendo que sempre zelou por praxes “dignas, elevadas e imaginativas.(…) “Dizem-me que as orientações têm sido respeitadas”, mas promete averiguar e se houver infracções os autores serão castigados.

“Não praxa, não traja!”

Ao longo destes anos, temos assistido a variadas queixas de caloiros que, não sendo simpatizantes dos rituais praxísticos, alegam lhes ser negado, um dia mais tarde, envergar o traje académico. Ora, os estudantes da UTAD que se sentem lesados, garantem que os que não foram à praxe estão proibidos de trajar. Estes, referem ainda que é sob esta ameaça constante, que o “conselho de veteranos” tenta “angariar” mais praxados todos anos.

Joana Gramoso
 
 
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