Na passada semana, a Universidade de Évora comemorou 450 anos, ao mesmo tempo que se celebravam os 10 do processo de Bolonha. Claude Allègre, principal impulsionador da reforma de Bolonha, foi condecorado com o doutoramento honoris causa.
Na cerimónia do dia da Universidade, que marcou o culminar das comemorações dos 450 anos da fundação da Universidade de Évora, o reitor, Jorge Araújo, aproveitou para fazer um balanço do seu mandato à frente da universidade eborense.Mariano Gago, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, teceu um discurso elogiador ao “pai do Processo de Bolonha” Claude Allègre, no ano em que a reforma de Bolonha comemora 10 anos. O ministro enalteceu as qualidades científicas do homenageado, cuja notoriedade é “controversa”. Claude Allègre desempenhou funções de Ministro da Educação, Ciência e Tecnologia no governo francês de 1997 a 2000.
O novo doutor honoris causa destacou o facto de Portugal ser um “bom aluno” na questão da reforma de Bolonha, onde o processo avança sem problemas. No entanto, para Claude Allègre, o orçamento das universidades europeias é insuficiente. “A Europa pensa que a universidade é um membro honorífico, certamente respeitável, mas não dá dinheiro para pagar aos seus professores como deve ser e sem lhes dar meios para exercerem a sua missão”, justificou Claude Allègre.
Qualidade, internacionalização, enraizamento regional e ligação às empresas foram os quatro vectores estratégicos aos quais o actual reitor deu prioridade e que marcaram o seu mandato. A governabilidade e a sustentação económica da instituição, bem como os problemas que se colocarão, encerraram o discurso do reitor Jorge Araújo.
O dia da Universidade terminou com a exposição fotográfica “450”, o lançamento do livro de fotografias com o mesmo nome, e a projecção do filme “ A rede”, da autoria da [Kameraphoto]. O filme teve como objectivo mostrar a universidade de Évora como ela é, “sem maquilhagem e sem retoques”.
Académico
















































































































Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

