Carros da PSP apedrejados, incêndios e jovens feridos com balas de borracha marcaram o fim dos arraiais universitários na madrugada de sexta-feira na Cidade Universitária, em Lisboa.
Os confrontos tiveram inÃcio à porta da Festa da Cerveja, na Faculdade de Direito. Segundo o comissário da PSP, Paulo Flores, a polÃcia foi chamada ao local devido a distúrbios causados por um indivÃduo a quem tinha sido barrada a entrada no recinto.
Paulo Flores explica que, entretanto, «centenas de alunos, muitos deles alcoolizados», começaram a «apedrejar carros-patrulha» e a PSP teve de deslocar «cinco ou seis equipas de intervenção rápida», acabando por recorrer a «disparos controlados de shot-guns».
Um dos alunos, que ficou ferido devido aos disparos, disse ao SOL que foi agredido pela polÃcia «do nada». «Estava a sair da festa quando eles nos começaram a empurrar e eu estava de costas quando me bateram com um cassetete na cabeça».
Segundo o jovem, que quis manter o anonimato, os alunos revoltaram-se contra os agentes e começaram a atirar pedras. «Ainda fui atingido por uma pedra. Depois acertaram-me com vários tiros de shotgun. Estou cheio de hematomas e queimaduras das balas de borracha».
Contactado pelo SOL, o presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito, Gonçalo Carrilho, sublinhou que os confrontos aconteceram «já depois da festa e fora do espaço da faculdade».
Os bombeiros foram também chamados a intervir para extinguir quatro incêndios provocados por alguns jovens junto ao ISCTE, na Faculdade de Medicina, no hipódromo e na estação de metro de Telheiras.
SOL

Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

