O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior recebe hoje a Comissão parlamentar de Educação e Ciência (CEC) para debater o novo regulamento de bolsas e as consequências do decreto-lei 70/2010.
O novo diploma, publicado a 16 de Junho, altera os critérios para atribuição de bolsas de Acção Social Escolar, o que vai fazer com que milhares de estudantes deixem de ter este apoio social. A deputada do Partido Socialista (PS) e membro da CEC, Manuela de Melo, diz que se vai manter atenta durante a reunião “para ver se pode colmatar possíveis lacunas provocadas pelo diploma”.
























Os cortes no Ensino Superior podem originar uma situação catastrófica. É este o cenário traçado pelo administrador dos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho face aos cortes de 50 por cento das bolsas de estudo.
A entrada em vigor do decreto-lei 70/2010 vai implicar que 30 por cento dos bolseiros da UC percam a bolsa, segundo calcula Gouveia Monteiro, administrador dos SASUC. E quem permanecer no sistema de acção social deverá baixar de escalão. Os Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (SASUC) apoiam actualmente perto de 5600 alunos através de bolsas de estudo, mas o número deverá baixar no próximo ano lectivo para cerca de 4900. Quem o calcula é Jorge Gouveia Monteiro, administrador dos SASUC, referindo-se aos “1700 alunos que podem ficar de fora” devido à entrada em vigor do Decreto-Lei 70/2010 que se deverá verificar já a 1 de Agosto. O equivalente a uma redução de 30 por cento.
Alunos vão ter um novo cartão universitário obrigatório do Santander, sem, no entanto, terem que criar conta. Divulgação arranca em Setembro, mas primeiros cartões são distribuídos já em Agosto Os cartões de identificação dos estudantes, funcionários e docentes da Universidade de Coimbra (UC) vão sofrer mudanças. As alterações prendem- se com a renovação e aprofundamento do convénio entre o Banco Santander Totta e a UC, em Janeiro deste ano, que prolongou a relação entre as instituições, cuja ligação remonta a 2003. O primeiro acordo levou à criação do Prémio UC e ao reforço do apoio a bolsas de mobilidade para estudantes e investigadores, com ênfase na América Latina, e ainda o suporte da candidatura a património da UNESCO.
Cerca de 50 % dos estudantes universitários irão ficar sem bolsa no próximo ano. São números apresentados pelas académicas do país que estiveram no passado fim de semana reunidos no Porto num Encontro Nacional de Académicas que foi convocado de emergência após publicação do decreto.
Em Janeiro, o Contrato de Confiança ditou a formação de mais 100 mil activos até 2014. Mas afinal vão ser formados 114 mil, revelou Mariano Gago. Neste momento, as instituições já têm os respectivos programas de desenvolvimento preparados.
Se há três anos apenas 6% dos novos recrutas estavam inscritos no centro de desemprego, em 2009 esse número mais do que triplicou.
Os alunos do primeiro ano do Pólo de Chaves, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), queixam-se de estarem a ser vítimas de abusos na praxe. Alegando praxes constantes e ameaças várias dos seus doutores caso a estas se recusem, os caloiros queixosos argumentam: “primeiro foi a semana de recepção ao caloiro, depois veio o julgamento e o baptismo, momento a partir do qual as praxes deixaram de ser todos os dias e passaram a ser apenas à quarta-feira. Houve mais uma semana de praxe antes do semestre acabar e agora decorre a semana do regresso”.
Ana Gabriela Macedo é a nova presidente do Conselho Cultural da Universidade do Minho. Este é um órgão de consulta do reitor e do conselho geral em questões de política cultural da Universidade. Ana Gabriela Macedo é docente e investigadora do Instituto de Letras e Ciências Humanas e tomou posse do Conselho no passado dia 7 de Maio. Em entrevista ao ACADÉMICO e à RUM, onde contou com a presença de Henrique Barreto Nunes, vice-presidente do órgão, a presidente do Conselho Cultural fala dos projectos que tem para dinamizar a cultura entre a universidade e a comunidade. Cooperação com Guimarães Capital da Cultura 2012 pode ser uma realidade. Ana Macedo fala também das dificuldades por que passa o Conselho Cultural e da responsabilidade de ocupar um lugar anteriormente ocupado por Lúcio Craveiro da Silva.

