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BragaCine: “Consideramos o festival como o terceiro melhor do país”

A nona edição do Bragacine, Festival de Cinema Independente de Braga, decorreu mais uma vez no Auditório B1 do Campus de Gualtar da Universidade do Minho. A organização esteve a cargo do Cine.UM – Cineclube da Universidade do Minho.
Como é habitual em todas as edições do festival, o certame contou com a presença de figuras consagradas do cinema, algumas das quais premiadas em Braga. Julian Grant, realizador de “Robocop”, recebeu o Prémio Augusta, correspondente ao melhor director e efeitos especiais e ainda o prémio de carreira, juntamente com o realizador Matt Cimber, que também recebeu este último prémio.
Já Paulo Trancoso, produtor e presidente da Academia Portuguesa de Artes e Ciências Cinematográficas, levou para casa o Prémio Augusta de melhor produtor. O actor José Pinto ganhou o prémio de carreira e Maria João Bastos recebeu o prémio de melhor actriz.
Artur Barros Moreira, director do festival, fez um balanço “muito positivo” da nona edição do Bragacine, “essencialmente pela qualidade dos filmes” exibidos. “Consideramos o festival como o terceiro melhor do país”, acrescentou. 
O júri desta edição foi presidido por Uxia Blanco Iglesias. Fizeram ainda parte Anxo Santomil, da Axencia Audiovisual Galega, o realizador Julian Grant, António Reis, director-geral do Fantasporto e Nuno Santos, editor da edição portuguesa da Empire.
Coube a este mesmo júri decidir a quem atribuir os prémios dos concorrentes desta edição. O Grande Prémio Augusta Bragacine foi para o filme “Mar libre”, de Daniel de la Torre. O prémio de melhor curta-metragem foi para o filme “O Conto do Vento”, de Cláudio Jordão e Nelson Martins. 
O realizador de “Robocop”, Julian Grant, realizou uma curta-metragem durante o Bragacine, no Bom Jesus. Esta curta-metragem foi exibida pela primeira vez na sessão de encerramento do festival, mas o director do festival já avançou que a mesma será exibida na próxima edição do Bragacine.

Mais de dois mil espectadores antes da década
No próximo ano o festival completa uma década de existência e Artur Moreira garante que não faltarão surpresas: “Estamos a pensar lançar um livro de memórias do Bragacine”, revela.
As expectativas de Artur Moreira apontavam para um aumento significativo do número de espectadores e os amantes do cinema independente não desiludiram: “Na sessão de abertura tivemos cerca de 200 espectadores e, ao todo, passaram pelo festival cerca de 2500 espectadores”. 
Apesar de ser um festival com um baixo orçamento, cerca de 2 mil euros, para o director do Bragacine, “não podia ter corrido melhor”.


 
 
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