O Theatro Circo recebeu no fim-de-semana, a banda portuguesa Dead Combo, acompanhada pela Royal Orquestra das Caveiras.Tendo lançado o álbum “Lisboa Mulata” neste mês de Outubro, como relatou o ACADÉMICO há duas semanas, trouxeram até Braga, e aos ouvidos dos espectadores que preencheram quase na totalidade a plateia, o fado, o “western” e o rock alternativo.
O palco inicial, apenas pisado por Tó Trips e Pedro Gonçalves (os Dead Combo, diga-se), foi posteriormente ocupado por Alexandre Frazão (bateria), Jorge Ribeiro (trombone), João Marques (trompete), João Cabrita (saxofone) e Ana Araújo (piano), integrantes da orquestra acompanhante.
No final do espectáculo, para além dos aplausos eufóricos e da ovação em pé, o ACADÉMICO teve oportunidade de conhecer pessoalmente o duo, numa breve entrevista:
Que tipo de inspiração procuraram para este novo trabalho, incluindo não só sonoridades ou influências musicais, mas também outro tipo de artes?
Tó: Ouvimos um pouco de tudo, desde rock, música africana, jazz, música improvisada, metal... O que procurámos fazer neste disco foi o mesmo que fizemos nos restantes. Por outro lado, incluímos as sonoridades africanas que era uma coisa que ainda não tínhamos explorado. Já tínhamos umas “malhas”, essencialmente no segundo álbum, pois fizemos questão e pensámos um pouco no assunto. Apesar de não sermos uns gajos de pensar muito, chega a uma altura em que tens de pensar senão começas-te a repetir. [A influência africana presente no álbum] é a ideia que fazemos disso.
Como interpretaram as primeiras reacções ao álbum?
Tó: Não queremos estar a ser modestos, mas recebem-nos sempre bem. Estivemos em Praga e em Bucareste, onde nunca tínhamos estado, e as pessoas que foram ver o concerto vieram-nos dizer que nos adoraram e compraram todo o merchandising que levámos. Mas é pessoal que não nos conhece de lado nenhum e como é que gostam disto? [risos]
Acham então que o público internacional é receptivo quanto à vossa música?
Pedro: Sim, tanto em Praga como em Bucareste. Não houve nenhum sítio em que tenha corrido mal.
Mesmo tendo “Lisboa Mulata” apenas poucas semanas de vida, já existe algum tipo de projecto futuro que tenham em mente?
Pedro: Temos agora a peça de teatro “A Voz Humana”, em Lisboa, e um filme
realizado pelo Bruno de Almeida, acerca da morte de Humberto Delgado, para os quais iremos fazer a banda sonora. Também temos um projecto com grupos folclóricos, para Guimarães 2012.
Tó: Temos sempre algo para fazer, mesmo que não seja de fora, há sempre “malhas” e outras coisas a fazer: é tocar.
As colaborações deste disco resumem-se a quatro, acabando por torná-lo mais intimista e pessoal. Era esse o objectivo?
Pedro: Decidimos que queríamos voltar às origens, voltarmos a ser os dois a tocar, voltar ao primeiro disco. Novidades, pronto, há o Marc Ribot, que era alguém que sempre quisemos ter, pois também é responsável pelos Dead Combo existirem e um dos maiores músicos à face da terra, na nossa opinião. O Camané e o Sérgio Godinho não necessitam de grandes apresentações. Depois, o Alexandre Frazão, que é o nosso companheiro de estúdio e de estrada.
Tó: Queríamos voltar a ser mais simples. O último, “Lusitânia Playboys”, tinha muitos convidados e arranjos. Também é uma forma de nos distanciarmos desse último trabalho.
Ficam aqui, então, as memórias de um concerto simples, mas refinado; melancólico, mas intemporal; e, acima de tudo, emocionalmente denso.
Fábio Alves
































































































Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

