Licenciado em Medicina e Cirurgia e, actualmente a exercer o cargo de professor catedrático no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto, é ainda consultor do mestrado de Medicina Legal da Universidade do Porto e professor catedrático de Psicologia Forense da Universidade Lusíada do Porto. Lecciona ainda Medicina Legal na licenciatura em Direito da Universidade Portucalense Infante D. Henrique. Tal currículo permitiu-lhe fascinar todos os presentes com histórias verídicas e sempre com um humor contagiante. O curso abordou temas como criminalidade sexual no plano normativo português, passando pela pedofilia como fenómeno inigualável até às controvérsias do aluguer do corpo para prazer sexual.O ACADÉMICO esteve à conversa com Pinto da Costa que muito gentilmente se disponibilizou para responder a algumas perguntas.
Qual a motivação que o leva a aceitar os convites proporcionados pela ELSA para dar estes cursos?
A motivação está em corresponder aos convites das pessoas que pretendem alargar os seus conhecimentos nesta área (…)
O que o levou a ser médico legista?
O que me motivou a ser médico foi, quando tinha talvez cinco anos, e dava injecções num urso de peluche. Acho que também posso ter sido influenciado de alguma maneira por parentes que eram médicos. Desde a primária que pensava em ser médico. Depois tive um professor que era muito cativante na faculdade de medicina e eu era bom aluno e os professores nessa ocasião convidavam os bons alunos para seus assistentes (…) e ele convidou-me para assistente de medicina legal e foi um trajecto que nunca mais abandonei.
Gosta de ensinar?
Gosto muito mais de aprender do que de ensinar! (…) Na realidade a mim dá-me prazer verificar que posso de alguma maneira ser útil na transmissão da minha experiência nesta área e no despertar de interesse por assuntos que às vezes são um bocado descurados.
Qual a sua opinião acerca das investigações realizadas em Portugal comparadas com outros países?
Acho que na América são óptimas! Aqui não serão tão óptimas por falta de recursos humanos, de materiais e até de uma organização que nos atire para o futuro e não manter as situações num estado actual cujo os resultados estão à vista (…).
Qual o caso mais marcante que nos possa contar?
Não posso estar a distinguir algum caso porque foram tantos, mas por vezes os casos mais simples eram os mais complicados (…) e tornam-se mais apaixonantes em termos de resultado final.
Que conselho é que dá aos estudantes que tenham interesse por estas áreas?
O conselho que dou é que analisem o conhecimento e que depois cada um elabore o seu próprio saber e escolha o ritmo que achar mais adequado, não quero estar a impingir padrões considerados ideais. Cada um é que tem, mediante a ferramenta que lhe é disponível, de seguir o seu próprio percurso (…).
Daniel Vieira da Silva











































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

