O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Alfredo Maia, e a investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho (ICS), Rosa Cabecinhas, foram os convidados da primeira tertúlia que o Grupo de Alunos de Ciências da Comunicação (GACCUM) organizou na passada quarta-feira, numa parceria com a Fnac, em Braga. Sobre a mesa o tema era a recente Cimeira de Copenhaga, que teve lugar no passado mês de Dezembro, e o papel dos media na cobertura desse evento.O presidente do Sindicato dos Jornalistas referiu que "os media não se limitaram", na referida Cimeira, "a acompanhar", tendo feito o trabalho de casa. Segundo Maia, os media tomaram a "iniciativa de elaborar dossiers anteriores à própria Cimeira e publicaram de forma sistemática, ao longo da mesma, trabalhos sobre o assunto que estava na ordem do dia". Particularizando, acrescentou que o Jornal de Notícias (órgão em que trabalha) fez uma abordagem à Cimeria com cerca de 20 tópicos. Alguns blogues mereceram, também, o destaque de Alfredo Maia por terem feito um bom acompanhamento dos acontecimentos e, algumas vezes, terem publicado informações importantes muito antes dos jornalistas.
Apesar de as pessoas terem olhado para os líderes Mundiais que marcaram presença em Coenhaga como "salvadores da Humanidade", o jornalista mostrou-se desiludido coma própria cimeira, uma vez que "havia grandes expectativas". Assim, Alfredo Maia concluiu que esta foi apenas mais um encontro em que os interesses económicos se sobrepuseram a tudo o resto. "Não houve nenhum acordo e receio que não vá haver um nos próximos dois ou tr~es anos", afirmou.
em as consequências. Este problema não afecta todos da mesma maneira", assegurou. A investigadora procuropu também salientar que alterações climáticas não é só ambiente mas também "é política, é educação e é como vemos o nosso futuro", chamando a atnção para os milhares de refugiados climáticos já existentes em todo o Mundo. Falando nos media, Rosa Cabecinhas lamentou que estes se esqueçam frequentemente de "mostrar às pessoas as acções que podem ter no dia-a-dia" para combater este problema. A investigadora considera que "apesar da consciência global do problema é necessário agir localmente".
Os dois convidados do painel, quando confrontados com a questão de que se era este o maior desafio que a Humanidade enfrenta neste momento, tiveram posições parecidas. Assim, Rosa Cabecinhas afirmou com toda a convicção que este era um dos grandes desafios que temos pela frente. Alfredo Maia nomeou o Homem como o grande desafio da Humanidade, no sentido da "sua reconciliação adiada com a Natureza".
Em jeito de finalização, Rosa Cabecinhas salientou que a solção para toda esta probçemática é encontrar um modelo económico que permita o desenvolvimento sustentável. "Se a Humanidade conseguir não depender do petróleo tudo vai mudar", finalizou.
Este foi o primeiro encontro de uma série de seis que o GACCUM vai organiar em parceria com a Fnac/Braga. Assim, no dia 24 de Fevereiro realiza-se a segunda sessão, desta feita subordinada ao tema "O novo acordo ortográfico".
Foto: GACCUM
Cláudia Fernandes

Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

